Publicado por: rockynol | agosto 27, 2008

karepturana com novo endereço!!!!

Após ouvir várias sugestões, o karepturana passará a se chamar Criminal 18 . Ficando  mais fácil para tc e decorar. Com isso volto ao título do meu fanzine criminal só que agora com sua maioridade conquistada.

 Por algum tempo o endereço do karepturana existirá até que a mudança seja sentida por todos . O Karepturana ainda estará vivo e pulsante dentro do criminal que agora estará no : http://criminal18.wordpress.com/ ( o endereço também consta na lista de links ao lado!!!)

Vida Longa aos karepturanas !!!!!!

Publicado por: rockynol | agosto 4, 2008

Ana Blue rides again!!!

Publicado por: rockynol | agosto 4, 2008

Crime Passional- Alzira e o chocolate

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Algumas dúvidas vêm como um estalo digno de iluminação espiritual. Foi assim com o Pereira que voltou do trabalho antes do normal, graças ao meio expediente surpresa de sua repartição. Pensava em chegar em casa e encontrar Alzira varrendo alguma coisa ou esparramada no Sofá vendo algum desses programas de fofocas de artistas. Ao abrir a porta de casa,  reparou o silêncio de caixão do apartamento  e  toda sua mente processou uma só pergunta: Onde está Alzira?

Alzira ainda era uma mulher atraente, apesar de seus quarentas e secretos anos dedicados à cuidar da casa e do marido. E mesmo  não tendo  filhos , sua rotina deixava a coitada acabada todo dia chegando a trocar os momentos que poderia sair, por horas jogada no sofá sem mexer um músculo e muito menos o cérebro. Por isso escolhia os programas mais idiotas da programação. Quem teria forças para pensar naquele estado? Nesses momentos, Pereira passava pelo sofá e brincava dizendo que ela estava muito preguiçosa e que se deixasse ia viver sentada vendo TV. Alzira ouvia calada. Cansada demais para responder.

Silenciosamente,ele procurou por Alzira pelos cômodos do apartamento com uma sensação estranha.Estranho que não pensara nem na mais simples explicação sobre aquela ausência. Ela teria saído para comprar algo para o jantar? Achava improvável. Pereira trazia o pão todo dia e quase todas as compras era ele quem fazia. Era comum, durante as vezes que ela estava fazendo a limpeza da casa, ele se oferecer para comprar alguma coisa no supermercado, só para dar uma saída. Sua fuga era disfarçada numa ajuda nas tarefas do lar. Talvez por isso, Pereira estivesse um pouco desconfiado. Estaria ela também dando uma fugidinha? Onde estaria a Alzira?

Motivos para dúvidas sobre Alzira, ele nunca tivera. Sua própria irmã que morava na mesma rua, sempre que podia, ia até o apartamento da cunhada e sempre comentava com o irmão de como ela era estranha. Quase nunca saia de casa.

Tentando acreditar numa saída para compras de algo urgente, um desinfetante talvez, Pereira foi para o banheiro. Teve tempo de tomar seu banho acompanhado de uma desagradável curiosidade paranóica.  Já vestido e sentando na sala, a porta abre e Alzira entra serena e tranqüila, mas sem nenhuma caixa de fósforos sequer.

Primeiro ela ficou surpresa em vê-lo tão cedo, depois perguntou se fazia tempo que ele tinha chegado do trabalho. E aquilo deixou ele mais curioso. Quanto tempo será que ela estivera fora? Sua resposta foi outra pergunta.

– Onde você estava, Alzira?

-Fui ver umas coisas de casa. Nada demais. Respondeu do quarto enquanto trocava de roupa.

Aquela resposta não conseguira tranqüilizá-lo. Mas ele não falou mais nada. No dia seguinte, teve grande dificuldade para se  concentrar no trabalho e ao meio dia estava com uma grande dor de cabeça. Pediu para sair mais cedo alegando total indisposição. Quando abriu a porta e notou que mais uma vez não encontraria Alzira, sua cabeça estourava de dor. Onde estaria a Alzira?

Tomou dois analgésicos e deitou no sofá olhando para a porta. Pereira Dormiu por um bom tempo e quando acordou Alzira estava na cozinha preparando o jantar.

_ O pessoal do seu trabalho ligou pra cá. Queriam saber se você estava melhor da dor de cabeça. Achei melhor não te acordar. Você está melhor?

– Hum..sim, passou. Mas queria que você estivesse aqui quando cheguei.

– Desculpe amor. Tive que sair para resolver umas coisas.nada demais.

Mais uma vez pereira ficou paralisado e não perguntou mais nada.Sua vontade era de fazer um inquérito de filme policial, mas essa idéia o deixou envergonhado . Como fazer isso com sua Alzira.  Havia de ter sido uma coincidência. Talvez essas saídas fossem apenas nada demais. Foi isso o que ela disse.

Até que Pereira tentou não pensar mais no assunto, mas não conseguia. Passado alguns dias, Estava conversando com sua irmã e revelou sua curiosidade insaciada. Sua irmã achou graça e prometeu vigiar Alzira.

– Deixa de bobagem. Vou ficar de olho nela e você vai ver que não tem nada disso que você está imaginando.

Pereira sabia que podia confiar em Carlota. Sua irmã era sua cúmplice desde o tempo de colégio. Sempre pronta para dar informações sobre as garotas que ele se interessava. Às vezes até ajudava e servia de cupido. Um dos romances que ela promovera dera no casamento de Pereira com Alzira. Carlota achava Zulmira meio esquisita com suas manias, mas aprovava a cunhada e a tinha como uma mulher honesta. Tanto era assim que Carlota não levara a sério sua função de vigia e passou os dias seguintes sem fazer nenhum esforço nesse sentido. Foi quando estava entrando no seu Prédio que ela viu Alzira descendo a rua com um vistoso vestido vermelho. A cor do vestido a fez lembrar do prometido. Vermelho é cor da paixão. Será que Pereira estava certo?

Alzira andava apressada e dificultava para Carlota que estava fora de forma. Numa travessia de avenida a perdeu de vista e achou melhor esperar a volta de Alzira fazendo hora num salão de beleza da rua. Por três horas puxou conversa com todo mundo sem tirar o olho da entrada do prédio de Zulmira. Às cinco horas, Alzira apareceu. Carlota cortou a conversa que estava tendo com sua amiga manicure e atravessou a rua chamando por Zulmira.

As duas já estavam na sala onde, como de costume, elas tricotavam as suas e alheias novidades, quando Carlota finalmente jogou a isca para Alzira.

– Sabe que te vi hoje lá pela rua do clube? Não falei com você porque estava longe e parecia estar tão apressada.

Parecendo que Zulmira tivesse percebido nesse comentário um interesse incomum por parte da cunhada, se inclinou cochichando com um sorrisinho malicioso: – Você guarda um segredo?

Carlota acenou com a cabeça afirmativamente e esperou a revelação.

– Eu saí para comer chocolate. Naquela rua descobri uma loja que vende um chocolate tão gostoso. Toda tarde me bate uma vontade. Acho que fiquei viciada. Não é estranho?

Carlota ouviu tudo aquilo e achou estranho sim. Seria esse, o grande segredo de Alzira? Era provável que sim. Alzira era simples. Fruto de uma educação severa de pais evangélicos. Algumas coisas a escandalizava, principalmente na cama. Por isso Carlota sorriu e ficou feliz pela informação que daria ao irmão.

Pereira ouviu a irmã e prometeu guardar segredo. Não queria que Zulmira perdesse a confiança em Carlota. Mas numa noite, deitado ao lado da esposa que dormia, ouviu Zulmira dizer com uma lasciva nunca antes vista:

– Ah, chocolate…gostoooooso!

Com o passar dos dias, sua dúvida crescia junto com a barriga de Zulmira. Devia ser por causa do chocolate, pensava Pereira. Até que vieram os enjôos e um exame deu positivo para gravidez.

Alzira estava grávida, mas Pereira sabia que não era pai. A tempos que desconfiara de sua capacidade de procriação e fizera exames em segredo. Quando o resultado confirmou sua suspeita, não teve coragem para dizer à esposa. Agora ela aparecia grávida e sua covardia mais uma vez não deixou que ele gritasse que aquele filho não era dele.

Mas dentro dele, uma raiva gritava, exigindo que ele fizesse alguma coisa. E assim teve a idéia de procurar essa loja de chocolate na rua que sua irmã a perdera de vista e a partir daí reconstruir o caminho da esposa.

Chegando a rua, perguntou para um flanelinha que fumava um cigarro, encostado num poste:

– Você sabe de alguma loja que vende um chocolate famoso por aqui?

O homem sorriu e com um ar sarcástico respondeu:

– Chocolate famoso? Sei não. Só se for o chocolate ali ó! E apontou para um negrão gordo que estava sentado num banco de carro jogado na frente de uma oficina.

Tudo aquilo não poderia ser coincidência. Um negrão chamado chocolate na rua que Alzira freqüentava era evidência demais para a cabeça de Pereira. Por isso, ele não hesitou e se aproximou retirando um 38 de dentro de sua cintura e apontou para a cabeça do chocolate. Apertou o gatilho da arma comprada numa feira suspeita, mas ela pinou, dando chance para o negrão tomar a arma e acertar três tiros no peito do Pereira que caiu assustado.

Enquanto pereira morria na calçada, do outro lado da rua, numa padaria aonde Alzira ia toda tarde para comprar chocolate, um rapaz suspirava aliviado ao reconhecer o “recém-cadáver” do esposo de sua amante.

 

by charles moura

 

 

 

Publicado por: rockynol | maio 12, 2008

o celular falante

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ps:  registro da publicação no saudoso “Netsiri” – pelos idos de 2000. só atualizei o texto !

Publicado por: rockynol | maio 8, 2008

Dramatidiano ( criminal #2)

 

 

 

 

 

 

 

 

Como usar :  vc clica em cima e depois com o cursor posicionado no canto direto inferior  do desenho, espere aperecer um troço e aí clique  novamente.

ps: O roteiro foi inspirado  numa briga que presenciei de crianças que proibiram uma amiguinha de brincar porque ela não “atendia” os requisistos para ser “parquita”. A idéia da HQ  também era de questionar essa a programação infantil da época de um certo progarama nacional. Isso num país onde a predominancia é de gente morena e negra. Como Tia Decrépita diz : “toda aquela merda na cabeça de uma criança só poderia dar em….”

Publicado por: rockynol | maio 8, 2008

Artista Marginal

 O  Artista Marginal  – autor: INNÓ   –   parte do acervo de vídeo-arte do MUSEU  DO RETRATO.

Publicado por: rockynol | maio 6, 2008

Só para os raros – #2 ( Museu do Retrato)

 SE vc mora ou estiver em Recife, saiba que a cidade acaba de ganhar um point  para quem vive sedento de arte visceral sem frescuras : galeria de arte – MUSEU DO RETRATO.  Espaço criado por  um dos artistas mais inquietos e inovadores da arte pop do Recife: INNÓ.

INNÓ é um daqueles artistas com uma arte underground de qualidade que leva a vida de artista na veia e por isso, suas obras  nunca deixam as pessoas passivas- a provocação e intereção é certa!

 Quem for à  galeria de arte – MUSEU DO RETRATO, poderá conferir tudo isso e ainda  um acervo de imagens  em Fotografia analógica ( 2kg de negativos fotográficos), digital, vídeo e pintura. 

O Museu do Retrato abre as suas portas para a cultura pernambucana com duas mostras simultaneamente:

PARADIGMÁTICA: Obras de12 artistas plásticos do Estado do Rio de Janeiro: Carla Canella, Carlos Fouraux, Claudia Dowek, Elizabeth dos Santos Germano Penalva, Henrique Resende, Joselito Freire, Luiz Gonzaga, Patty Silva, Roberto Pessoa, Silvio Grego, Zea Jara.
      Em diferentes linguagens e estilos os artistas cariocas mostram um olhar crítico aos conflitos    sociais, políticos, culturais e econômicos brasileiros, enfocando a massificação do pensamento e o consumo desenfreado de tudo que é material. A curadoria de Sílvio Grego.

INNÓ LIVE IN LONDON : A sala especial do Museu do Retrato exibe trabalhos inéditos em pintura, vídeo e fotografias do artista plástico pernambucano Innó.
Na pintura, o acervo da exposição Retouching, realizada pelo artista na Gallery 32 da Embaixada do Brasil em Londres, em abril de 2006. Em Vídeo e fotografias o olhar turístico de innó em sua passagem pela capital inglesa. O som da Virgin Radio Classic Rock, direto de Londres, via Internet.

Período: 22 de abril a 22 de maio de 2008
Local:
Rua Zeferino Pinho, 547, Imbiribeira. Recife – PE. CEP: 51170.570
Fones: 81-34716443 Site: www.museudoretrato.kit.net Email:museudoretrato@yahoo.com.br
Contatos:Curador Sílvio Grego (22)27 23 05 55 ou (22)27 33 9342
Innó (81)34716443 ou (81)87301840 E-mail: inno@globo.com

Curta sem modereção!!!!

mapa da mina:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Publicado por: rockynol | maio 5, 2008

rockynol ( criminal #2 – páginas 1 e 2)

Publicado por: rockynol | maio 5, 2008

Rockynol ( criminal #2 – páginas 3 e 4 )

Older Posts »

Categorias